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Nome:Nilceu Francisco

Aniversário:11 de julho

Cidade:Campinas-SP

Gosto:Boas amizades, Viver, Conquistar, Amar

Hobby:Compor

Filmes:Aprecio todos os gêneros

Músicas:Várias


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O QUE É O NATAL

                      
Eu, menino, sentado na calçada, sob um sol escaldante, observava a
movimentação das pessoas em volta, e tentava compreender o que estava
acontecendo.
Que é o Natal?  Perguntava-me, em silêncio.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que Papai Noel, em seu
trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as
crianças.
E por que então, eu, que passo a madrugada ao relento nunca vi o trenó
voador? Onde estão os meus presentes? Perguntava-me.
E eu, menino, imaginava que o Natal não deveria ser isso.
Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e
fossem mais amigas umas das outras.
Ou talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.
Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso?
Perguntava-me, com tristeza  e por que a polícia trabalha no Natal?
E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico porque as pessoas enchem as
igrejas em busca de Deus.
Mas por que, então, não saem de lá melhores do que entraram?
Debatia-me, na ânsia de compreender essa ocasião diferente.
Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta
amargura e sofrimento...
E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um
homem...
Era um belo homem...
Não era gordo nem magro, nem alto nem baixo, nem branco, nem preto, nem
pardo, nem amarelo ou vermelho.
Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de
carinho que, numa voz em tom de afago, saudou-me:
- Olá, menino!
- Oi!... respondi, meio tímido.
E, com grande admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol
escaldante.
Eu, menino, aceitei-o como amigo, num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me
inquietava e entristecia:
- Que é o Natal?
Ele, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:
- Meu aniversário.
- Como assim?  Perguntei, percebendo que ele estava sozinho. Por que você
não está em casa? Onde estão os seus familiares?
E ele me disse: Esta é a minha família, apontando para aquelas pessoas que
andavam apressadas.
E eu, menino, não compreendi.
Você também faz parte da minha família... Acrescentou, aumentando a confusão
na minha cabeça de menino.
Não  conheço você! - eu disse.
É porque nunca lhe falaram de mim. Mas eu o conheço. E o amo...
Tremi de emoção com aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.
Você deve estar triste, comentei. Porque está sozinho, justo no dia do
próprio aniversário...
Neste momento, estou com você - respondeu-me, com um sorriso.
E conversamos...uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos
olhares e um grande sentimento, naquela prece que fazia arder o coração e a
própria alma.
A noite chegou... E as primeiras estrelas surgiram no céu.
E conversamos... Eu, menino, e ele.
E ele me falava, e eu O entendia. E eu O sentia. E eu O amava...
Eu, menino: sou as cordas. Ele: o artista. E  entre nós dois se fez a
melodia!...
E eu, menino, sorri...
Quando a madrugada chegou e, enquanto piscavam as luzes que iluminavam as
casas, Ele se ergueu e eu adivinhei que era a despedida. E eu suspirava, de
alma renovada.
Abracei-O pela cintura, e lhe disse: Feliz aniversário!
Ele ergueu-me no ar, com Seus braços fortes, tão fortes quanto a paz, e
disse-me:
Presenteie-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é
sua... Ame-os com respeito. Respeite-os com ternura, com carinho e amizade.
E tenha um feliz Natal!
E porque eu não queria vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela
rua. Abandonei-O, levando-O para sempre no mais íntimo do coração...
E saí em busca de braços que aceitassem os meus...
E eu, menino, nunca mais O vi. Mas fiquei com a certeza de que Ele sempre
está comigo, e não apenas nas noites de Natal...
E eu, menino, sorri... pois agora eu sei que Ele é Jesus... E é por causa
Dele que existe o Natal.
 

 

Editado por Nilceu

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COMO AS RELIGIÕES VEEM A MORTE

 

Catolicismo

 

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares.

A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.

 

Judaísmo

 

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato.

O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original.

Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.

 

Candomblé

 

Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno.

Os cultos afro-brasileiros acreditam que os mistérios da vida e da morte são regidos por uma Lei Maior, uma força divina que dá o equilíbrio divino ou eterno. O Candomblé vê o poder de Deus em todas as coisas e, principalmente, na natureza. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido.

Na Terra, o objetivo do homem é realizar o seu destino de maneira completa e satisfatória. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Após a morte, o espírito será encaminhado ao Òrun, para uma dimensão reservada aos seres ancestrais, ou seja, eternos. O ser humano pode ser divinizado e cultuado. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.

 

Umbanda

 

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um 'livro sagrado', alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma.

Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados, que marcam a passagem de um estado a outro de manifestação espiritual, morremos para um lado e nascemos para outro lado da vida, o que nos aguarda do outro lado depende de nós mesmos.

A Umbanda explica o universo através de sete linhas, regidas por Orixás. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. A matéria é apenas um dos caminhos para a evolução do espírito. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. O objetivo maior do nascimento e da morte é a harmonização e a evolução consciente do espírito. Após morte, o ser humano leva consigo suas alegrias, sua fé, suas crenças, suas mágoas e suas dores. E terá que lidar com elas, sempre contanto com o auxílio dos espíritos mais evoluídos que o recepcionarão no outro lado da vida e o ajudarão na sua adaptação no mundo espiritual.

Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.

Filosofia

A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

Doutrina niilista

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.

Doutrina panteísta


O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.

Hinduísmo

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação.

Para os hinduístas, a alma se liga a este mundo por meio de pensamentos, palavras e atitudes. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação - Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final - chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Este ciclo é denominado Roda de Samsara, da qual só saímos após atingirmos a Iluminação.

No hinduísmo, a alma pode habitar 14 níveis planetários distintos (chamadosa Bhuvanas) dentro da existência material, de acordo com seu nível de consciência. Quando se liberta, a alma retorna ao verdadeiro lar, um mundo onde inexistem nascimentos e mortes.

Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.

Islamismo (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno.

Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador. O inferno está reservado para as almas 'desobedientes', que foram desviadas por Satanás. No Alcorão, livro sagrado, ele é descrito como um lugar preto com fogo ardente, onde as pessoas são castigadas permanentemente. Para o paraíso, vão as almas que obedeceram e seguiram a mensagem de Alah e as tradições dos profetas (entre eles, os cinco principais: Noé, Abrão, Moisés, Jesus filho de Maria e Mohammed). No Alcorão, o paraíso é descrito como um lugar com rios de leite, córregos de mel e outras belezas jamais vistas pelo homem.

Espiritismo

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Pela teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir. A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para a sua verdadeira vida no mundo espiritual. E mesmo no paraíso, acredita-se que o espírito esteja em constante evolução para o seu aperfeiçoamento moral.

As almas dos mortos ligam-se umas às outras, em famílias espirituais, guiadas pela sintonia entre elas. Consequentemente, os lugares onde vivem possuem níveis vibratórios diferentes, sendo uns mais infelizes e sofredores, e outros mais felizes e plenos.

Muitas escolas espiritualistas - não todas - defendem a idéia da sobrevivência da individualidade humana, chamada espírito, ao processo da morte biológica, mantendo suas faculdades psicológicas intelectuais e morais.

Igreja evangélica

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada 'Ressurreição dos Justos', ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no 'Julgamento Final'. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.

 

Igreja Batista

 

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.

Dogmatismo Religioso

 

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.

 

Budismo

 

O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.

De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranqüilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.

Várias fontes

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                                               Consagração à Nossa Senhora Aparecida

"Ó Virgem Aparecida, padroeira do Brasil, que espalhais inúmeras bênçãos sobre a nossa Pátria, desejosos de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrados aos vossos pés, consagramo-vos nossa mente, nossa vontade e nosso coração para que estejam sempre ao serviço do bem. Nós vos consagramos, também, ó Senhora Aparecida, as nossas famílias e todo o povo brasileiro. Livrai-nos da violência, dos desastres, das doenças, do pecado e de todo mal. Acolhei sob a vossa maternal proteção as nossas famílias, as crianças, os doentes, os velhinhos e os pobres que não têm amparo. Abençoai o papa, os bispos e presbíteros, nosso pároco e todo vosso povo. Senhora Aparecida, padroeira querida do Brasil, socorrei-nos em todas as nossas necessidades, fortalecei-nos em nossa fraqueza, caminhai conosco, a fim de que, seguindo os passos de vosso Filho Jesus, possamos um dia louvar-vos e bendizer-vos para sempre no céu. Amém.
Autor: ( Desconhecido )

Editado por Nilceu

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NÃO   JULGUE

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o invejavam, pois ele tinha
um lindo cavalo branco... Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo,
mas o homem dizia:
- Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa.
E como se pode vender uma pessoa, um amigo? 
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manha, descobriu
que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram: 
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. 
Teria sido melhor vende-lo. Que desgraça! 
O velho disse: - Não cheguem a tanto.
Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira.
Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção,
não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?
As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco.
Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou.
Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta.
E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: - Velho, você estava certo.
Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção.
O velho disse: - Vocês estão se adiantando mais uma vez.  Apenas digam que o cavalo
esta de volta... quem sabe se e uma benção ou não? Este é apenas um fragmento.
Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro? 
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam
que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo... O velho tinha um
único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana
mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se
reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram: - Você tinha razão novamente.
Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era
seu único amparo. Agora você esta mais pobre do que nunca.
O velho disse: - Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma
desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é
dado. Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e
todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do
velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas.
A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida
e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram:  - Você tinha razão, velho - aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda esta com você. Nossos filhos foram-se para sempre.
O velho disse:  - Vocês continuam julgando. Ninguém sabe!
Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho
não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça.
Não julgue, porque dessa maneira jamais se tornará uno com a totalidade.
Você ficara obcecado com fragmentos, pulara para as conclusões a partir de coisas pequenas.
Quando você julga você deixa de crescer. Julgamento significa um estado
mental estagnado. E a mente deseja julgar, porque estar em um processo é
sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao
fim. Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre.
Você atinge um pico, sempre existirá um pico mais alto. Aqueles que não
julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e de nele
crescer... somente eles são capazes de caminhar com Deus."

Editado por Nilceu

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Corpus Christi

 

 



Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são "dias santos", por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a personagens declarados como "santos" (1Co 10.19,20).
Irmãos queridos somos chamados a uma vida santa (separada) e compromissados com as verdades de Deus que estão expressas de forma clara na Bíblia; o Espírito Santo move e faz-nos ver que é incompatível com a fé verdadeira participar destas consagrações tradicionais em algumas cidades. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo, todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

Corpus Christi é uma festa ao Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica, para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue (O Catolicismo declara que a hóstia, torna-se literalmente em Carne e Sangue do Senhor Jesus).
A seguir, veja como iniciou-se esta comemoração:

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII. A Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. Esta necessidade se aliava ao desejo do homem medieval de "contemplar" as coisas. Surgiu nesta época o costume de elevar a hóstia depois da consagração. Disseminava-se uma controvertida piedade eucarística, chegando ao ponto das pessoas irem à igreja mais "verem" a hóstia do que para participarem efetivamente da eucaristia
A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes. O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o convento das agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões’,
(que retratavam um disco lunar dentro do qual havia uma parte escura. Isto foi interpretado como sendo uma ausência de uma festa eucarística no calendário litúrgico para agradecer o sacramento da Eucaristia). Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, será o Papa Urbano IV (1261-1264), e tornará mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A ‘Fête Dieu’ começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.
O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem’ são de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico – cânon 944 – mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia’ e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas’, mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação.
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse :‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.

Os dados históricos foram colhidos em sites Católicos, facilmente encontráveis na rede.

Elias R. de Oliveira

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Irmã Dulce é declarada "Bem Aventurada Dulce dos Pobres", a nova beata da Igreja Católica
Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias

 
Às 18 horas deste domingo (22), os sinos dobraram e Irmã Dulce, o "Anjo Bom da Bahia", foi declarada "Bem Aventurada Dulce dos Pobres", a nova beata da Igreja Católica. Nesse momento, a insistente chuva estiou e todos os presentes puderam acompanhar, emocionados, a cerimônia que sucedeu a declaração do núncio apostólico Dom Lorenzo Baldiceri, seguida de aplausos saídos dos quatro cantos do Parque de Exposições, em Salvador (BA), onde foi realizado o evento religioso. 
 
Milhares de fiéis acompanharam neste domingo (22), em Salvador (BA), a cerimônia de beatificação de Irmã Dulce no Parque de Exposições. A beatificação faz parte do processo de canonização de Irmã Dulce, iniciado em janeiro de 2000 pela Igreja Católica. Era 18h quando os sinos dobraram e Irmã Dulce, o Anjo Bom da Bahia, foi declarada Bem Aventurada Dulce dos Pobres, a nova beata da Igreja João Alvarez/Especial para o UOL Notícias
 
A conformação se deu com a leitura da Carta Apostólica, enviada pelo Vaticano, pelo representante do Papa Bento 16, na cerimônia, Dom Geraldo Majella Agnelo: "Concedemos que a venerável serva de Deus Maria Rita de Sousa Brito Lopes, a qual profundamente confiante na divina providência dedicou-se a cuidar dos doentes, seja chamada de hoje em diante com o nome de Bem Aventurada Dulce dos Pobres, com sua festa fixada no dia 13 de agosto, podendo ser celebrada a cada ano", dizia o decreto papal.
 
Logo depois foi descerrada uma grande imagem da agora beata Dulce dos Pobres. Em seguida, a contrita miraculada (nome dado à pessoa que recebe um milagre), a funcionária pública sergipana Cláudia Cristiane Santos de Araújo, acompanhada por sua família e a superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Ponte, depositou flores junto à imagem, em sinal de agradecimento. Também foi apresentada uma relíquia da beata (fragmento ósseo do corpo de Dulce dos Pobres).
 
“Hoje é um dia de celebrar a santidade de Deus. A vitória do amor de Deus no coração de uma criatura tão pequenina e frágil, como foi Irmã Dulce. Um dia de muita emoção para nossa arquidiocese e todos os católicos baianos. Agradecemos de coração, comovidos, ao Papa Bento 16, por ter elevado aos altares alguém que aqui viveu, amou a nossa gente, especialmente aos mais sofridos, aos quais deu a maior prova de amor”, disse Dom Geraldo, na sequência da cerimônia.
 
A Bem Aventurada Dulce dos Pobres é a primeira beata nascida na Bahia. Em dezembro de 2007, a freira Lindalva Justo de Oliveira também foi beatificada em Salvador. Entretanto, embora atuasse como religiosa na capital baiana, nasceu no Rio Grande do Norte.
 
A beatificação é o penúltimo passo para a santificação ou canonização, que somente ocorrerá após a confirmação de um novo milagre, realizado após o decreto de beatificação. 
 
A cerimônia de beatificação de Irmã Dulce começou às 14h deste domingo. A temperatura em Salvador seguia amena, com céu nublado e seqüentes pancadas chuva. Entretanto, o público esperado não deixou de comparecer ao Parque de Exposições e, em meio a cânticos religiosos, assistiu a várias apresentações de crianças e jovens atendidos pelas Obras Assistenciais fundadas pela freira, que morreu em março de 1992. O padre paulista Antônio Maria também cantou em homenagem a irmã Dulce, formando um grande coro com as crianças, além de baianas tipicamente vestidas e integrantes da Banda Didá.
 
À frente, numa área reservada para as autoridades, permanece Maria Rita, ao lado da atriz Miriam Rios e do empresário Ângelo Calmon de Sá, presidente do Conselho Administrativo das obras. Próximo a eles estavam Cláudia Cristiane e familiares. Hoje é um dia especial. Estamos todos muito felizes”, resumiu Maria Rita.
 

Presença de políticos

 
Às 17h00, conforme previsto, foi iniciada a celebração canônica, com a entrada de todos os arcebispos, bispos, padres, seminaristas, num total de 500 religiosos que participam da cerimônia. A presidente Dilma Rousseff, que chegou momentos antes, também assistiu, ao lado do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), do governador da Bahia, Jaques Wagner, e do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, em um cercado plástico, instalado especialmente para atender a presidente.
 
O ex-candidato à presidência, José Serra (PSDB), assistiu à cerimônia cercado pelos deputados federais Antonio Imbassahy e Jutahy Jr., ambos do PSDB, além do presidente estadual da legenda, Sérgio Passos.
 
“Sempre tive uma profunda admiração por irmã Dulce, desde que fui ministro da Saúde, quando firmamos várias parcerias. Este é um momento muito significativo. Irmã Dulce foi um exemplo de solidariedade e deve nos inspirar. Ela já é santa por tudo o que fez”, disse Serra, esquivando-se a falar sobre política. “Esse não é o momento”, respondeu ao ser indagado sobre os pedidos da oposição de investigação do crescimento dos bens do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.
 
Com a intensificação da chuva por ocasião da comunhão, as autoridades, inclusive a presidente, deixaram o local antes do encerramento da cerimônia.
 

Histórico

 
Dulce dos Pobres, que nasceu em 1914 no bairro do Barbalho, em Salvador, foi reconhecida como beata por decreto assinado pelo papa Bento XVI em Dezembro de 2010. Conforme decreto que elevou irmã Dulce á condição de beata deveu-se ao milagre atribuído à freira que teria intercedido em favor de Cláudia Cristiane dos Santos, que sofrera uma forte hemorragia durante o parto do segundo filho, Gabriel, e a quem os médicos deram como desenganada.

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Brasil celebra beatificação de irmã Dulce neste domingo em Salvador
 
Irmã Dulce é fotografada entre crianças; após beatificação, freira ficará mais perto da santificação

 

Ao meio dia deste domingo (22-05-2011), o Parque de Exposições da Bahia, em Salvador, abre seus portões para sediar um dos maiores atos de fé já assistidos pelos católicos baianos: a cerimônia de beatificação de irmã Dulce, que se notabilizou como o Anjo Bom da Bahia. O ato solene colocará a freira, falecida há 19 anos, a um passo da santificação.
 
Organizadores do evento esperam cerca de 70 mil pessoas de toda a Bahia, do Brasil e até do exterior. Afinal, são 11 anos de espera para chamar irmã Dulce de "Bem-aventurada Dulce dos Pobres". A beata terá o dia 13 de agosto como data oficial de celebração de sua festa litúrgica.
 
Entre os fiéis estará a dona de casa Terezinha Santos Varjão, 65, que se define como católica praticante. “Admiro muito a obra de irmã Dulce. Ela foi santa em vida. Não falto a essa cerimônia de jeito nenhum. Quero chegar cedo para ficar bem na frente e assistir a tudo”, diz ela, uma das primeiras a pegar o ingresso na paróquia do bairro da Pituba.
 
A agenda festiva começará às 14h00, com a exibição do espetáculo "Nasce uma Flor", que contará passagens memoráveis da vida da religiosa. O espetáculo reunirá cerca de 500 alunos do Centro Educacional Santo Antônio (CESA) - que integra as Obras Sociais Irmã Dulce -, com idades entre 6 e 15 anos, em cenas marcantes, como a do galinheiro onde ela acolhia doentes e que deu origem ao Hospital Santo Antônio.
 
Às 17h, acontecerá a celebração canônica com uma missa seguida do roteiro litúrgico do Rito de Beatificação do Vaticano. A cerimônia contará com cerca de 500 religiosos – entre padres, arcebispos, bispos, diáconos e seminaristas. Logo depois, o arcebispo de Salvador, dom Murilo Krieger, solicitará ao papa que inscreva, na lista dos santos e beatos da Igreja Católica, o nome da freira baiana.
 
O cardeal dom Geraldo Majella pedirá, em nome do papa, que seja lida a biografia da beatificada, concluindo com o decreto apostólico de Bento 16 incluiu irmã Dulce na lista dos santos e beatos da Igreja Católica, propondo-a como exemplo cristão para todos os fiéis.
 
Os presentes assistirão ainda ao descerramento de uma imagem da nova beata, enquanto uma procissão solene apresentará uma relíquia da religiosa. À frente estará Cláudia Cristiane Santos Araújo, a funcionária pública sergipana cuja cura de uma hemorragia foi reconhecida pelo Vaticano como milagre atribuído a irmã Dulce. Em sinal de gratidão, ela depositará flores aos pés da imagem. Com a proclamação da freira como bem-aventurada, será encerrada a cerimônia.


 
Beatificação


 
O processo de canonização de irmã Dulce começou em janeiro de 2000. A validação jurídica do milagre  -supostamente ocorrido em 2001- foi emitida pela Santa Sé em junho de 2003. Em abril de 2009, o papa Bento 16 reconheceu as virtudes heróicas da Serva de Deus Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente que lhe fosse concedido o título de Venerável.
 
Em outubro de 2010, a Congregação para a Causa dos Santos acatou por unanimidade o milagre atribuído à freira baiana, cumprindo, assim, a última etapa do processo de beatificação, que antecede a canonização.
 
No dia 10 de dezembro de 2010 foi promulgado o decreto do milagre da beatificação, iniciando, no dia seguinte, o processo de canonização da bem-aventurada. Para alcançar a santificação, porém, será necessár ia a comprovação de uma nova graça ocorrida a partir de 11 de dezembro por intercessão da beata.
 


O milagre


 
Tudo começou com uma pergunta feita pelo padre José Almí de Menezes, em 10 de janeiro de 2001, à funcionária pública Cláudia Cristiane Santos de Araújo, desenganada pelos médicos, durante uma forte e incontrolável hemorragia, após dar à luz o segundo filho.
 
“Você precisa de um milagre para sobreviver. Você acredita que irmã Dulce possa interceder diante de Deus?” Mesmo desconhecendo mais detalhes sobre irmã Dulce, Cláudia respondeu positivamente. “Eu também. Então, vamos rezar”, disse o religioso, ao depositar uma imagem da freira sobre o frasco do soro.
 
Como resultado desse curto diálogo, afirmam os peritos, o sangue estancou, surpreendendo a equipe médica, que já iniciara os procedimentos para atestar o óbito da paciente. O obstetra Antônio Cardoso Moura havia comunicado à família que não tinha mais nada a fazer. Poucos dias depois, Cláudia deixou o hospital andando.
 
Peritos médicos, religiosos e especialistas em processo canônico garantem que o ocorrido é inexplicável do ponto de vista da medicina.
 


Histórico


 
Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador, sendo registrada Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Foi a segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.
 
Aos 13 anos, a irrequieta menina, que até então gostava de soltar pipa e jogar futebol, manifestou interesse pela vida religiosa e pelos pobres, a ponto de sua casa ficar conhecida como "a portaria de São Francisco". Seus pais, porém, resistiam em deixá-la trilhar o caminho da fé, o que somente ocorreu após Maria Rita completar 18 anos.
 
Em 1933, ela ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo (Sergipe). No mesmo ano recebeu o hábito e adota, em homenagem à mãe, o nome de Irmã Dulce.
 
Logo depois, voltou à Bahia e iniciou seu trabalho assistencial em comunidades carentes. Treze anos depois, cansada de perambular pelas ruas, com seus desassistidos, sofrendo humilhações, irmã Dulce ocupou, com autorização da sua superiora, o galinheiro do Convento Santo Antonio, levando para lá 70 doentes, local onde fundou o Hospital Santo Antonio, que atualmente responde por mais de cinco milhões de atendimentos por ano.
 
O local foi definido por ela como “a última porta e a única que não poderia se fechar” aos pobres. Com seu estilo incansável, a freira de 1,47m de altura, que respirava com apenas 20% da capacidade pulmonar, ampliou ano a ano o seu trabalho assistencial, contando apenas com doações.
 
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, ao lado dos seus doentes. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, futuro Santuário de Irmã Dulce, que está sendo construído junto às obras.

 

Fonte: esta

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Católicos comemoram Dia de Nossa Senhora de Fátima em SP

Fiéis da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima fizeram procissão.
Vestidas de pastores, crianças participaram de homenagem.

 

 

 

Fiéis da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima participaram de uma procissão na região da Avenida Dr. Arnaldo, na Zona Oeste de São Paulo, nesta sexta-feira (13), dia em que os católicos lembram a aparição da Virgem Maria a três crianças em Fátima, em Portugal. Elas afirmaram tê-la visto pela primeira vez, após rezarem um terço, em 13 de maio de 1917. Durante a procissão, crianças foram vestidas de pastores em referência aos pastores portugueses (Foto: Luis Cleber/AE).

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Mais de um milhão assiste à beatificação de João Paulo 2º

Superando as previsões, mais de um milhão de peregrinos e fiéis vindos de várias partes do mundo lotaram neste domingo a cidade de Roma para assistir à cerimônia de beatificação do papa João Paulo 2° na praça de São Pedro, de acordo com o porta voz do Vaticano, citando fontes da Secretaria de Segurança de Roma.

 

Devido à pressão dos peregrinos, a polícia italiana foi obrigada a abrir as cancelas que dão acesso à praça de São Pedro quatro horas antes do previsto. Milhares de pessoas não puderam chegar ao local e tiveram que se dirigir para outras áreas da cidade de Roma, onde foram instalados telões, para acompanhar a cerimônia.

Padres se reúnem na praça São Pedro, no Vaticano, para acompanhar a beatificação; veja mais imagens

Um grupo de brasileiros do Distrito Federal chegou às quatro horas da manhã para pegar um bom lugar próximo à praça de São Pedro. Mesmo não estando muito próximos, estavam emocionados.

"Chegamos sábado no fim da tarde de Brasília. Às quatro da manha já estávamos aqui", disse à BBC Brasil João Carlos de Almeida, 54, empunhando uma grande bandeira do Brasil.

"A cerimônia foi maravilhosa, emocionante. João Paulo 2º foi santo em vida e mudou o mundo com sua presença."

 


CARISMA

 


A presença de mais de um milhão de pessoas, num clima de grande comoção, confirma mais uma vez o grande carisma de João Paulo 2º, que foi lembrado pelo papa Bento 16 no sermão que fez durante a cerimônia.

Em sua homília, o papa Bento 16 explicou que o motivo pelo qual decidiu acelerar o processo de beatificação --último estágio antes da santidade-- de seu predecessor foi a grande veneração popular por João Paulo 2º.

 

 


 
 
Fiéis da Polônia, país natal de João Paulo 2º, chegam para a cerimônia de beatificação com foto do papa

"Passaram-se seis anos desde o dia em que nos encontrávamos nesta praça para celebrar o funeral do papa João Paulo 2º. Já naquele dia sentíamos pairar o perfume de sua santidade, tendo o povo de Deus manifestado de muitas maneiras a sua veneração por ele."

"Por isso, quis que a sua causa de Beatificação pudesse, no devido respeito pelas normas da Igreja, prosseguir com discreta celeridade. E o dia chegou porque assim quis o Senhor: João Paulo 2º é Beato, por sua forte e generosa fé apostólica".

"Hoje nos nossos olhos brilha, na plena luz de Cristo ressuscitado, a amada e venerada figura de João Paulo 2º. Seu nome junta-se à série de santos e beatos que ele mesmo proclamou durante os quase 27 anos de pontificado."

 


DELEGAÇÕES OFICIAIS

 


A cerimônia de beatificação de João Paulo 2º foi presidida pelo papa Bento 16 e cocelebrada por todo o colégio cardinalício.

Além dos peregrinos e fiéis vindos de diversos países, 87 delegações oficiais presenciaram a cerimônia. O Brasil foi representado pelo vice-presidente Michel Temer.

Logo no início da cerimônia, após a leitura de uma breve biografia de João Paulo 2º, o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, pediu formalmente ao papa para inscrever o nome de seu predecessor no elenco dos beatos.

 


O papa leu a fórmula da beatificação.

 


"Concedemos que o venerável servo de Deus, João Paulo 2º, papa, de agora em diante, seja chamado de beato e seja celebrado no dia 22 de outubro."

Logo após a proclamação do novo Beato, um grande retrato de João Paulo 2º foi exposto na fachada da Basílica, sob os aplausos da multidão e o papa Bento 16 recebeu a relíquia que contém o sangue de Karol Wojtyla e a beijou.

 


MILAGRE

 


A relíquia foi entregue ao papa pela religiosa francesa Marie Simon Pierre Normand, que havia sido curada por intercessão de João Paulo 2º do mal de Parkinson. O milagre foi decisivo para a conclusão do processo de beatificação.

Durante a homília, Bento 16 disse que, em seu testamento, João Paulo 2º recordou as palavras que lhe foram ditas ao ser eleito papa, pelo cardeal primaz da Polônia, Stefan Wyszynski: "A missão do novo papa será de introduzir a Igreja no terceiro Milênio".

 

Bento 16 disse que, no testamento, João Paulo 2º agradeceu por ter participado do Concílio Vaticano 2º, do qual disse sentir-se "devedor", e recordou também as palavras de seu predecessor em sua primeira missa solene, após ter sido eleito, em outubro de 1978.

"Não tenhais medo, abri, melhor, escancarai as portas a Cristo."

"Aquilo que o papa recém-eleito pedia a todos, começou ele mesmo a fazê-lo. Abriu a Cristo a sociedade, a cultura, os sistemas políticos, econômicos, invertendo uma tendência que parecia irreversível. Ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizer cristãos."

 


MARXISMOXCRISTIANISMO

 


Segundo o papa, João Paulo 2º favoreceu uma grande reflexão sobre a confrontação entre marxismo e cristianismo centrada no homem. E conquistou espaço para o cristianismo.

"A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja e Cristo é o caminho do homem."

"Aquela carga de esperança que fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo 2° legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança".

Enfim, Bento 16 recordou os anos de convivência com seu predecessor. Joseph Ratzinger foi prefeito da congregação para a doutrina da fé, a mais importante da Santa Sé, durante 23 anos, desde 1982 até ser eleito papa em abril de 2005.

Após a cerimônia, o papa Bento 16 seguido pelos cardeais, entrou na Basílica de São Pedro, para fazer uma homenagem ao novo Beato, diante do altar central, onde foi exposto o caixão que contém os restos mortais de João Paulo 2º.

O caixão ficará exposto para a veneração dos fiéis e depois será colocado de forma definitiva, na Capela de São Sebastião, do lado direito da Basílica de São Pedro, ao lado da Pietà de Michelangelo.

 

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Milhares de fiéis se reúnem para vigília na véspera da beatificação de João Paulo 2º


 


O carisma, a ação política e o conservadorismo estão entre os marcos do "papa peregrino"


Cerca de 200 mil fiéis se reúnem neste sábado (30) em Roma para uma vigília de orações dedicada à beatificação do papa João Paulo 2º, que acontece neste domingo.
 
Apesar da chuva e do frio incomum para esta época do ano, a capital italiana foi invadida por peregrinos e turistas e enfeitada com imensos cartazes com fotos do novo beato acompanhadas de algumas de suas frases mais famosas.
 
"Não podia deixar de presenciar um momento histórico como este. Acabamos de chegar e o clima é incrível", disse à AFP a inglesa Patricia Wocial, 48, que chegou acompanhada de suas duas filhas.
 
Em mensagem divulgada neste sábado pelo jornal da Santa Sé, "L'Osservatore Romano", o papa Bento 16 escreveu que a beatificação do pontífice polonês é "evento sem precedentes nos últimos dez séculos da história da Igreja".
 
A beatificação de Karol Wojtyla, que liderou a Igreja de 1978 a 2005, é a mais rápida da era moderna, comparável apenas à da Madre Teresa de Calcutá, já que ocorre a apenas seis anos de sua morte.
 
A primeira vez em séculos que um pontífice proclama beato seu antecessor será festejada pela Igreja Católica com grande pompa, com três dias dedicados à cerimônia, de 30 de abril a 2 de maio, em homenagem a um papa carismático, símbolo da era global, que percorreu o planeta e utilizou diversos meios de comunicação para propagar suas mensagens.
 
A um passo da santidade
 
O milagre atribuído a João Paulo 2º para que se ele seja reconhecido como beato é a cura "imediata e inexplicável" da freira francesa Marie Simon-Pierre. Ela teria se curado do mal de Parkinson após orações e pedidos a João Paulo 2º.
 
A beatificação o deixa a um passo da santidade. "Existe a possibilidade de que sua canonização seja realizada em breve", reconheceu neste sábado o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que contou que chegaram "de todas as partes do mundo" registros de novos milagres atribuídos a João Paulo 2º.
 
Para ser santo é preciso ter intercedido em um segundo milagre, para o qual é aberto um novo processo, que em alguns casos pode levar séculos.
 

 

Vigília

 

 
A freira francesa Marie Simon-Pierre está entre os presentes na vigília organizada em Roma, além de outras figuras próximas e importantes para o longo pontificado de João Paulo 2º: o espanhol Joaquín Navarro-Valls, primeiro chefe de imprensa laico da Santa Sé, e o cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, que foi por mais de 40 anos o secretário particular de Karol Wojtyla, considerado seu "filho adotivo".
 
"Sinto sua presença aqui, sinto fortemente", disse o cardeal Dziwisz.
 
Animada pelo Coro da Diocese de Roma e pela Orquestra do Conservatório de Santa Cecília, além do coro da comunidade filipina de Roma e pelo coro Gaudium Poloniae, a vigília percorre a vida do novo beato na esplanada do Circo Máximo de Roma, antiga pista para corridas de bigas durante o Império Romano.
 
"Também reviveremos com imagens os últimos meses do pontificado de João Paulo 2º, marcados pelo sofrimento", havia contado antes da realização da vigília um dos organizadores do evento, monsenhor Marco Frisina.
 
Devido ao mal tempo, a maioria dos peregrinos, cerca de 100.000, se refugiou nos templos da Cidade Eterna.

 Permanecerão abertas até o amanhecer oito igrejas localizadas ao longo do trajeto de cerca de 3 quilômetros que vai do Circo Máximo à Basílica de São Pedro, onde será celebrada a beatificação no domingo, e os fiéis poderão se confessar em vários idiomas.
 
Após a cerimônia solene de domingo presidida por Bento 16 na Praça São Pedro, acompanhada por 22 chefes de Estado e de Governo, o caixão de João Paulo 2º será exposto na Basílica para a veneração dos fiéis.
 
Na segunda-feira, uma missa de agradecimento encerrará as celebrações em homenagem ao chamado "Papa magno".

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Domingo de Ramos

 

 
 O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.

Neste dia, se entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação dos que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória - anamnese - da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.

Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor.

Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei. São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas".Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão.

E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.Com a litúrgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis" dos dias santos.Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo."Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus en que se demonstra o cume de seu amor.

Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus. Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.

A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.


Fonte:Portal Angels

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25 DE DEZEMBRO, É NATAL! BIOGRAFIA DE JESUS CRISTO

Cerca de 6 a.C., Nazaré ou Belém, Palestina (atual Israel)
Cerca do ano 27, Jerusalém (atual Israel).

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Jesus Cristo

Mesmo sem ter deixado nada escrito, Jesus é um personagem da Antigüidade universalmente conhecido, que viveu há cerca de 2.000 anos na antiga Palestina, território pertencente a Israel nos dias atuais. Também é chamado de Cristo (que significa sagrado, salvador ou messias). Pouco se sabe de sua existência em termos históricos.

Os textos que servirm de referência sobre a vida de Jesus são os quatro evangelhos do Novo testamento da Bíblia, livro sagrado do cristianismo, e que foram escritos em diferentes épocas por discípulos de Jesus: Mateus, Marcos, João e Lucas. A palavra evangelho se originou no grego antigo "euaggélion" e quer dizer boa nova, boa notícia. No século 19, quando o pensamento científico impôs-se sobre o religioso, os evangelhos não foram mais aceitos como documentos históricos - e a biografia de Jesus, assim como sua existência, passou a ser questionada.

Mas, daí em diante, pesquisadores juntaram provas de que Yeshua Ben Yossef (Jesus filho de José, em aramaico, a língua cotidiana da época na região), nasceu em Belém ou em Nazaré, por volta do ano 6 a.C., no fim do reinado de Herodes Antipas. A diferença entre a data real de nascimento de Jesus e o ano 1 do calendário cristão se deve a um erro de cálculo.

José, o pai de Jesus, era carpinteiro, e Maria, a mãe, era uma jovem que havia sido prometida em casamento a José. Na religião cristã ou cristianismo, Jesus é considerado o filho de Deus, gerado de forma milagrosa, sem parentesco com José.

Maria teria recebido a visita do arcanjo Gabriel (o anjo da Anunciação, o mesmo que seria visto por Maomé 600 anos depois) e sabido que, por obra do Espírito Santo, seria a mãe do Filho (Jesus) de Deus (Pai) que viria ao mundo para salvar a humanidade. Essa seria a base do cristianismo que se formou a partir de então: a trilogia formada por Pai, Filho e Espírito Santo.

O Evangelho de Lucas traz a Anunciação como ocorrida em Nazaré, onde José e Maria viviam, e conta que o casal foi obrigado a viajar até Belém, onde Jesus nasceu, pelo censo "ordenado quando Quirino era governador da Síria".

A Bíblia não fala quase nada sobre a infância e a adolescência de Jesus, com exceção de uma passagem em que, aos 12 anos, numa visita ao Templo de Jerusalém durante a Páscoa judaica, seus pais o encontram discutindo teologia com os sábios nas escadarias do templo.

Os evangelhos apócrifos - aqueles que não foram aceitos pela Igreja - descrevem Jesus como um menino travesso, que dava vida a figuras de barro para impressionar os colegas.

Aos 30 anos de idade, Jesus começou a divulgar suas idéias em público e a fazer milagres. Ele se fez batizar por João Batista nas margens do rio Jordão. Jesus viajou para a Galiléia e seus primeiros seguidores (discípulos) foram pescadores do lago Tiberíades. Eles viviam perto dali, em Cafarnaum, um povoado com cerca de 1.500 moradores.

Escavações encontraram os restos da casa de um dos discípulos, provavelmente de Simão Pedro (hoje conhecido como São Pedro), além de um barco datado da mesma época da passagem de Cristo pelo lugar.

Embora Jesus não tenha se esforçado para obter fama, esta se espalhou por toda a região e passou a incomodar governantes romanos e líderes religiosos judeus. Seu ato mais controverso foi anunciar que era Deus, ou filho de Deus: isso era uma violação da lei judaica. Os líderes religiosos convenceram o governador romano Pilatos a autorizar sua execução.

Ele foi preso, no Jardim do Getsêmani, em Jerusalém. Julgado, Jesus reafirmou sua missão divina e foi condenado. Atravessou as ruas carregando a cruz e foi crucificado, aos 33 anos, entre dois ladrões, no Gólgota, o morro do calvário ou da caveira.

Daí em diante, as narrativas ficam sem comprovação histórica, a não ser no terreno da fé cristã: depois de ser enterrado, ele teria ressuscitado e seu corpo foi levado aos céus, onde está sentado à direita do Pai.
Fonte : esta

Editado por Nilceu

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Basílica de Aparecida tem maior movimento dos últimos 30 anos

 

 

A Basílica Nacional de Aparecida (180 km de São Paulo) recebeu neste domingo 245.023 pessoas, o maior movimento de romeiros em um só dia desde que a contagem dos visitantes passou a ser feita, há 30 anos.


O recorde anterior havia sido registrado no dia 20 de outubro de 2002, também um domingo, quando 231 mil pessoas estiveram na local.

O grande fluxo de veículos seguindo ontem em direção à basílica chegou a provocar 21 km de lentidão na via Dutra por volta das 10h. Durante a tarde, com a lotação do estacionamento, os portões do santuário tiveram de ser fechados.

Na avaliação da administração da basílica, o grande movimento deste domingo pode estar ligado --entre outros fatores-- às eleições, que levou muitos fiéis a adiarem a visita que fariam ao local no mês de outubro, quando é comemorado o dia de Nossa Senhora Aparecida.

Além disso, o santuário recebeu no mesmo dia a tradicional Romaria Nacional das Confederações Marianas, que acontece todos os anos no mês de novembro.

Fonte : aqui

Editado por Nilceu

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No dia da padroeira do Brasil, recorde a história de Nossa Senhora Aparecida

Fiéis de todos os cantos do país rezam, nesta terça-feia (12), no santuário de Nossa Senhora Aparecida (a 180 km de São Paulo). Padroeira do Brasil, a imagem da santa foi encontrada no ano de 1717, às margens do rio Paraíba do Sul, perto de Guaratinguetá (176 km de São Paulo).

Segundo relatos, os pescadores que a encontraram conseguiram peixes em abundância, logo após retirarem a imagem da santa das águas. Dali em diante, se fincou a fé dos brasileiros e devoção na santa, que mais tarde ganhou a primeira igreja (Basílica Velha),que fica no alto da cidade de Aparecida.

Com os anos e com a tamanha devoção dos fiéis, que vinham de diversas regiões do Estado de São Paulo e outras localidades, foi erguida na mesma cidade uma outra igreja (a atual Basílica).

Em 16 de julho de 1930, o papa Pio 11 proclamou Nossa Senhora da Conceição Aparecida Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.

Editado por Nilceu

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